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As transformações do fogo e as transformações da terra


As transformações do fogo e as transformações da terra*

*estudo astrosofico dos elementos, método halu gamashi


Nestes dias vivenciei um retiro sobre a atividade dos 4 elementos nos condicionamentos da natureza do planeta Terra e sua atuação em nós (retiro fraterno o caminhar dos 4 elementos – segundo tempo da natureza. Retiro on line no you tube, canal Halu Gamashi). Compartilho aqui algumas reflexões que podem colaborar com a passagem do momento que estamos vivendo, para quem possa interessar. Esse é o convite!


E por que é importante estarmos atentos e em sintonia com os ciclos da natureza? Porque aprendemos a estar conectados com o que é vivo, com o que tem e traz movimento.


A transformação pelo elemento terra é diferente da do fogo. O intuito de trazer esta reflexão é podermos identificar a natureza do movimento de transformação deste momento e poder vivenciá-lo com mais consciência.


Em maio, a força de vida se recolhe para o interior da terra, porque é lá, que neste momento está o pulso do movimento de vida. Neste momento de fim de maio até 15 de junho, a energia telúrica que caminha pelo planeta dando seu movimento se recolhe para o interior da terra indicando que lá será gestado, construído, criado, cultivado o novo movimento de vida, a “nova continuidade”. Por isso, o mês de maio é também um momento de transformações, mas não como as transformações trazidas pelo fogo. Um outro tipo.


A transformação pela terra é suave, vem pela entrega, pela escolha, pelo aceitar se entregar, desapegar, deixar ir, se permitir.

É a transformação do gestar, do aprofundar para criar. A semente no escuro e profundo ventre da terra aceita deixar de ser semente, aceita deixar ir a semente para se transformar em árvore, vir a ser seu potencial.

O desfolhar é calmo. As folhas que caem são aquelas que estão prontas para cair, desprendem do galho. Qualquer folha que ainda está apegada ao caule, não cai. E as que se soltam no chão viram adubo. Podemos desfolhar o que está impedindo nosso crescimento.


A dor: o ponto cego vem de não perceber que a folha já secou e criar artimanhas para não deixá-la ir. Não conseguir perceber (ter dado de realidade) que algo acabou, que não me faz bem. O deixar ir pede reflexão e consciência, para escolher o que deve ir, para saber o que não quer mais que brote, para escolher o novo (sem repetir achando que é novo), para fazer uma nova construção. Abrir espaço. Esses são pontos da transformação pela terra, ela é concreta, sentida, consciente.


Para refletir: as folhas que podem cair são aquelas a que chamamos de “falsas alegrias”. Coisas que aparentemente me fazem bem, me supre, me trazem “facilidades”, mantém o status quo, mas na verdade exige de mim máscaras, uma adaptação forçada, a perda de fluidez, a não aceitação do meu próprio jeito, fragilidades, escolhas, me submeter. Exemplos: uma compulsão é uma falsa alegria, me satisfaz por um instante e ainda alimenta um desequilíbrio que precisa ser investigado e tratado. Comportamentos que entendo que uso como defesas, para sobreviver. Buscar agradar a alguém me tira da minha naturalidade, me traz baixa auto estima, embora pareça que vai ser melhor para evitar brigas ou coisas do tipo. Não me posicionar, qualquer comportamento que eu faça por alguma conveniência tem a tendência de ser o que chamamos de falsas alegrias. O convite é ter forças para buscar identificar e desapegar destes comportamentos. As forças do momento somam com este movimento interno nos fortalecendo para este trabalho.


As transformações com o fogo

O fogo chega se impondo. Traz acontecimentos que encerram situações, relacionamentos. Chega esquentando, inflamando, gerando “guerras”, pondo fim a ciclos. O “destruir para transformar”. A morte trazida pela destruição do fogo vem, e é rápida. A dor acontece se nós prolongamos, nos apegamos, não aceitamos o fim, não sabemos lidar com as perdas. E prolongamos a guerra. Ou nos precipitamos. No calor do fogo, da cabeça quente, da paixão, do ímpeto de agir, causamos guerras e destruições queimando tudo, até mesmo o que não era para ser queimado. Queimar exageros, exacerbações, lapidar, burilar. Há aqui o chamado para aprender a escolher (queimar apenas o que precisa ser transformado), a estabelecer e a manter.


São momentos diferentes, movimentos com diferentes qualidades. Cada elemento trabalha a transformação de uma maneira.


Beijo em todos com carinho,

Melissa

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